Theatro Carlos Gomes recebe nesta terça-feira (25) três solos de dança, intercâmbio cultural e conversa entre artistas brasileiros e eslovacos.
Theatro Carlos Gomes recebe encontro internacional nesta terça-feira
Vitória recebe nesta terça-feira, 25 de agosto, a Corpo – Mostra Internacional de Dança Contemporânea, evento que reúne produções do Brasil e da Eslováquia em uma noite dedicada à experimentação artística e ao intercâmbio cultural. A programação começa às 19h no Theatro Carlos Gomes, localizado na Praça Costa Pereira, no Centro da capital capixaba. A proposta é colocar diferentes formas de pensar o corpo e o movimento em diálogo, aproximando artistas que trabalham com contextos culturais e processos criativos distintos. (Folha Vitória)
Ao longo da noite, serão apresentados três solos autorais, cada um construído a partir de pesquisas e referências próprias. Participam da programação o Coletivo Emaranhado, do Brasil, a bailarina e coreógrafa eslovaca Eva Urbanová e o bailarino brasileiro Jordan Fernandes. Mais do que oferecer uma sequência de espetáculos, a mostra procura criar uma experiência em que o público possa perceber como temas como identidade, ancestralidade, memória, resistência e experimentação podem aparecer através da linguagem corporal. (Folha Vitória)
Eva Urbanová traz produção premiada da Eslováquia
Entre os principais destaques internacionais está Eva Urbanová, que apresenta o solo Essência (The Essence). O trabalho já recebeu reconhecimento internacional, conquistando o segundo prêmio de coreografia e o prêmio do público no Internationales Solo-Tanz-Theater Festival Stuttgart, realizado em 2021. A participação da artista amplia o caráter internacional da programação e coloca a produção contemporânea eslovaca em contato direto com artistas e espectadores brasileiros. (O Jornal)
A pesquisa de Urbanová foi desenvolvida a partir de experiências em diferentes regiões do mundo, incluindo Europa, Ásia e América do Sul. Dentro da programação realizada em Vitória, sua apresentação funciona como uma das pontes propostas pelo próprio conceito da mostra: colocar trajetórias artísticas geograficamente distantes em um mesmo palco. O intercâmbio também permite ao público capixaba conhecer referências e maneiras de criação que normalmente circulam em festivais e circuitos internacionais de dança. (Sympla)
Produções brasileiras abordam ancestralidade e resistência
A programação brasileira inclui o trabalho Cruz Credo, apresentado pelo Coletivo Emaranhado. A obra explora referências relacionadas à memória, espiritualidade, transgressão e experiências inscritas nos corpos negros. A proposta utiliza a dança contemporânea para aproximar diferentes imagens e referências culturais, reforçando como o corpo pode funcionar não apenas como instrumento de movimento, mas também como meio de expressão de experiências sociais, históricas e culturais. (CORREIO CAPIXABA)
O bailarino Jordan Fernandes completa a noite com Ecos da Liberdade: Realeza e Proteção, trabalho com coreografia de Dudé Conceição. O solo de dança afro-brasileira utiliza como referências as trajetórias de Rainha Ginga e Zumbi dos Palmares para abordar ideias de proteção, resistência e liberdade. A obra coloca a ancestralidade no centro da criação e trabalha o corpo como espaço de preservação da memória e afirmação cultural. (Folha Vitória)
Três solos aproximam diferentes linguagens da dança
Ao reunir os três trabalhos, a mostra busca mostrar como a dança contemporânea pode incorporar referências muito diferentes sem depender de uma única estética. A apresentação eslovaca e as produções brasileiras partem de contextos particulares, mas encontram pontos de aproximação na maneira como utilizam movimento, memória e experiência pessoal. Essa diversidade é justamente um dos elementos centrais da programação organizada para o Theatro Carlos Gomes. (O Jornal)
Para o público, a experiência oferece contato com propostas que vão além de uma apresentação tradicional de dança. Cada solo carrega uma pesquisa própria e utiliza o palco para desenvolver questões culturais e estéticas. A combinação das três obras permite observar como artistas de origens distintas podem utilizar o corpo para construir narrativas sem depender necessariamente de diálogos ou estruturas convencionais de teatro.
Roda de conversa amplia contato entre artistas e público
A programação não termina com a última apresentação. Depois dos três solos, os artistas participam de uma roda de conversa destinada a aproximar público e criadores. O encontro abordará os processos de criação, pesquisas corporais e questões estéticas e conceituais relacionadas às obras apresentadas naquela noite. (Folha Vitória)
A conversa será realizada em português e inglês, com tradução consecutiva, permitindo a participação da artista eslovaca e dos brasileiros no mesmo debate. A iniciativa reforça o caráter de intercâmbio da mostra porque permite que os espectadores conheçam não apenas o resultado final apresentado no palco, mas também algumas das ideias e pesquisas existentes por trás dos espetáculos. Dessa forma, a programação cria uma oportunidade de diálogo direto sobre diferentes maneiras de produzir dança contemporânea.
Ingressos estão disponíveis para a apresentação em Vitória
A Corpo – Mostra Internacional de Dança Contemporânea acontece nesta terça-feira (25), às 19h, no Theatro Carlos Gomes, na Praça Costa Pereira, Centro de Vitória. Os ingressos estão disponíveis pela Sympla, com valores anunciados de R$ 30 para inteira e R$ 15 para meia-entrada. A classificação indicativa informada para a programação é de 12 anos. (Sympla)
A realização da mostra amplia a presença de produções internacionais na agenda cultural capixaba e oferece ao público a possibilidade de acompanhar, em uma única noite, três perspectivas diferentes sobre dança e criação artística. Ao conectar Brasil e Eslováquia, o evento transforma o palco histórico do Theatro Carlos Gomes em espaço de circulação de ideias, experiências e referências culturais. Para quem acompanha dança, artes cênicas ou procura uma programação cultural diferente em Vitória, a noite reúne espetáculo e debate em torno da criação contemporânea.