Mônica Salmaso homenageia Tom Jobim em novo espetáculo em São Paulo

Por Patrick Calderton 7 Min de leitura

Cantora apresenta espetáculo “TOM” nesta quinta-feira, em São Paulo, com repertório dedicado ao centenário de nascimento de um dos criadores da bossa nova.

A música brasileira ganha uma nova homenagem à obra de Tom Jobim nesta semana, em São Paulo. A cantora Mônica Salmaso sobe ao palco do Teatro Iguatemi nesta quinta-feira, 24 de setembro, ao lado de Teco Cardoso e João Camarero, para apresentar o espetáculo “TOM”. A apresentação revisita diferentes momentos da trajetória do compositor em uma formação reduzida, com voz, instrumentos de sopro e violão de sete cordas. (Folha de S.Paulo)

O espetáculo foi pensado em torno do centenário de nascimento de Tom Jobim, que será celebrado em 2027. Para Mônica Salmaso, a dimensão da obra do compositor tornou a escolha do repertório um dos principais desafios do projeto. A proposta é transformar canções conhecidas e outras menos exploradas em interpretações mais próximas e intimistas, valorizando a relação entre voz, instrumentos, silêncio e palavra. (Folha de S.Paulo)

Mônica Salmaso revisita clássicos de Tom Jobim

No palco, Mônica Salmaso será acompanhada por Teco Cardoso, nas flautas e sax tenor, e João Camarero, no violão de sete cordas. A cantora também assume a percussão durante a apresentação, criando uma formação de câmara que reduz a quantidade de instrumentos e coloca a interpretação dos músicos no centro do espetáculo. (Folha de S.Paulo)

O repertório percorre diferentes fases da produção de Jobim. Entre as músicas previstas estão “O Tempo e o Vento”, “Correnteza”, “Gabriela”, “Águas de Março”, “Olha Pro Céu”, “Por Causa de Você”, “Luiza” e “Corcovado”. A seleção procura mostrar a diversidade da produção do compositor, indo além de uma lista formada apenas pelos maiores sucessos. (Folha de S.Paulo)

Segundo Salmaso, a montagem exigiu também um processo de adaptação dos arranjos. Algumas das canções escolhidas foram originalmente gravadas com formações instrumentais maiores, e o trio precisou reorganizar esse material para uma estrutura mais enxuta. O resultado busca preservar as características harmônicas e melódicas das composições sem reproduzir necessariamente os arranjos originais. (Folha de S.Paulo)

A apresentação acontece às 21h, no Teatro Iguatemi, localizado no Jardim Paulistano. A classificação indicativa é de 16 anos, e os ingressos são comercializados pela Sympla e pela bilheteria física do teatro. (Cidade Cult)

Espetáculo aposta em formação intimista para celebrar o compositor

A escolha por uma formação camerística é uma das características centrais de “TOM”. Em vez de reproduzir grandes arranjos orquestrais associados a algumas gravações de Jobim, os três músicos trabalham com uma estrutura que permite maior proximidade entre os instrumentos e a voz.

Essa configuração também dá espaço para elementos que normalmente ficam menos evidentes em apresentações maiores. Respiração, timbre, silêncio e articulação das palavras passam a ter papel importante na construção das interpretações, segundo a proposta apresentada pelos artistas. (Folha de S.Paulo)

Teco Cardoso contribui para a sonoridade do espetáculo com flautas, flautas de bambu e sax tenor, enquanto João Camarero utiliza o violão de sete cordas para conduzir a base harmônica. Mônica Salmaso fica responsável pela voz e também participa da construção rítmica da apresentação. (Cidade Cult)

A escolha do formato também estabelece uma relação mais próxima com o público do Teatro Iguatemi. A apresentação foi incorporada à programação cultural do espaço a partir da curadoria de Zé Maurício Machline, idealizador do Prêmio da Música Brasileira, em uma proposta que busca reunir artistas de diferentes gerações em projetos especialmente concebidos para o local. (Cidade Cult)

Tributo antecipa celebrações do centenário de Tom Jobim

O espetáculo ocorre dentro de um movimento mais amplo de valorização da obra de Tom Jobim antes das celebrações pelos 100 anos de seu nascimento. Nascido em 27 de janeiro de 1927, o compositor teve papel central na formação da bossa nova e deixou um repertório que continua sendo interpretado por diferentes gerações de músicos brasileiros. (Folha de S.Paulo)

Para José Maurício Machline, responsável pela condução do projeto, interpretar Jobim representa também uma forma de manter contato com diferentes dimensões da música brasileira. A homenagem procura apresentar as composições não apenas como clássicos históricos, mas como obras que continuam oferecendo possibilidades de interpretação e releitura. (Folha de S.Paulo)

A iniciativa também mostra como o repertório de grandes compositores brasileiros continua sendo utilizado para criar novos encontros entre artistas. Nesse caso, a combinação entre uma cantora de uma geração mais recente e dois instrumentistas ligados à música instrumental brasileira permite reconstruir as canções a partir de outra perspectiva. (Cidade Cult)

Para quem acompanha a programação cultural paulistana, “TOM” chega como uma apresentação pontual, marcada para 24 de setembro, às 21h, no Teatro Iguatemi. O espetáculo reúne repertório conhecido, arranjos adaptados para um trio e uma proposta de interpretação mais próxima, colocando novamente a obra de Tom Jobim no centro da agenda musical de São Paulo. (Folha de S.Paulo)

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